Edifícios inteligentes: IoT na automação predial

Imagine saber, em tempo real, a eficiência térmica de cada chiller do seu data center e receber um alerta antes que o compressor apresente queda de rendimento?

O que é IoT na automação predial?

Imagine saber, em tempo real, a eficiência térmica de cada chiller do seu data center e receber um alerta antes que o compressor apresente queda de rendimento?

Em essência, a IoT representa a rede de dispositivos capazes de coletar, trocar e analisar dados através da internet. No contexto predial, ela se integra ao BMS (Building Management System) para monitorar variáveis que vão da temperatura e vazão de água gelada ao consumo de energia. Esses sistemas, quando interligados, constroem um ciclo contínuo de:

medição → análise → ação

O resultado é um edifício que aprende com o próprio comportamento, identificando padrões de demanda e ajustando‑se automaticamente para entregar conforto térmico com o menor gasto possível.

Essa é a promessa da Internet das Coisas (IoT) aplicada à automação predial: transformar dados operacionais em decisões ágeis que economizam energia, reduzem paradas não planejadas e prolongam a vida útil dos equipamentos. 

Um relatório recente projeta que o segmento global de Building Automation Systems (BAS) saltará de US$ 81,7 bilhões em 2024 para US$ 148,1 bilhões em 2032, um ritmo de crescimento impulsionado pela convergência entre IoT, analytics e a demanda por edificações sustentáveis.

Paralelamente, a GSMA prevê que as conexões corporativas de IoT dobrarão até 2030, respondendo por 63 % de todos os dispositivos conectados. Esses números deixam claro que a incorporação de sensores, atuadores e plataformas inteligentes ao ambiente construído deixou de ser uma tendência para se tornar necessário;

Desafios e Boas Práticas

Naturalmente, embarcar nessa jornada exige atenção a alguns pontos sensíveis. Segurança cibernética surge como prioridade absoluta: redes segregadas, criptografia TLS e políticas de atualização “over the air” tornam‑se práticas mínimas aceitáveis.

Na governança de dados, é imprescindível definir claramente quem possui, acessa e interpreta as informações, garantindo portabilidade por meio de padrões como BACnet/SC ou OPC UA. Outro aspecto decisivo é o retorno sobre investimento (ROI). Estudos de campo mostram que projetos bem dimensionados, que aproveitam a infraestrutura via gateways e focam nos pontos de maior impacto energético, recuperam o investimento em menos de doze meses.

Ao mesmo tempo, o desafio da conexão com sistemas antigos pode ser mitigado com dispositivos que convertem protocolos Modbus, LON ou mesmo sinais analógicos para a camada IP, evitando substituições custosas e perdas de produção.

A Mercato te ajuda a criar um edifício inteligente!

Em hospitais, asseguramos a continuidade assistencial com retrofit da planta de água gelada e integração de chillers e fancoils em arquitetura aberta (BACnet/IP, MQTT). Monitoramos variáveis críticas (ΔT, pressão diferencial, CO₂, UR) e acompanhamos a operação com service desk 24×7 e painéis de Power BI. O efeito prático: estabilidade térmica em áreas críticas, menos chamados reativos e trilha de evidências para PMOC e ABNT NBR 17037.

Em data centers de colocation, atacamos consumo e disponibilidade. Aplicamos sequenciamento otimizado de chillers/bombas, lógicas para economizer/free cooling quando o clima favorece e medição setorizada para caçar cargas anômalas. Alarmes inteligentes e análise histórica reduzem picos, melhoram PUE e dão rastreabilidade para auditorias e ISO 50001.

Em campi universitários e edifícios comerciais, priorizamos ganhos com baixo CAPEX e obras mínimas. Usamos sensores sem fio, atuadores BACnet e gateways para levar ativos legados (Modbus/sinais analógicos) à camada IP. Com ventilação por ocupação e IAQ, mantemos conforto e cortamos desperdícios, entregando relatórios claros para metas LEED e Procel Edifica.

Na indústria farmacêutica, foco absoluto em previsibilidade. Sensores de vibração, temperatura e pressão alimentam modelos que detectam degradação precoce em chillers de áreas limpas e labs. A manutenção migra para janelas seguras, preservando lotes, reduzindo perdas indiretas e simplificando auditorias em ambientes regulados.

MCP-IoT: Controle do seu jeito

O MCP-IoT é um controlador programável da linha Climate PRO com interface 4G (LTE-M/NB-IoT) para aplicações que necessitem conexão direta à nuvem. Também permite o envio e recebimento de comandos por
SMS. Equipado com uma porta de comunicação RS-485 isolada, uma porta Ethernet 10/100M e slot para chip 4G, o MCP-IoT tem a capacidade de comunicação com Modbus (RTU, TCP e UDP), BACnet MS/TP, IP e Ethernet) e MQTT. Os controladores da linha Climate PRO são programados via software de programação (Mprog), que utilizam uma linguagem de blocos para garantir customização dos algoritmos de controle de acordo com a aplicação que você desejar.

O MCP-IoT comanda:

  • Unidades resfriadoras (Chillers), torres, fancoils e válvulas de um sistema de ar condicionado;
  • Bombas de água (de processo, potável, de reuso, gelada, de condensação, de esgoto);
  • Compressores, ventiladores e válvulas de um sistema de refrigeração industrial.
  • Iluminação;
  • Sistemas de ventilação e exaustão;

 

Também efetua monitoramento de:

 

  • Alarmes (Chillers, bombas, ventiladores, etc);
  • Performance de um sistema (Relação entre consumo de energia e produção de água gelada – kW/TR.
  • Ocupação das vagas de estacionamento;
  • Ocupação de quartos em hotéis e hospitais;
  • Condições ambientais de uma edificação (Temperatura, umidade e CO2)
  • Consumo de energia elétrica);

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