Certificações que transformam um prédio automatizado em um negócio rentável
Quando um edifício oferece automação de ponta, entre as dezenas de programas disponíveis no Brasil, o LEED v4.1, o Selo Procel Edifica e AQUA HQUE, são certificações importantes consideradas na decisão de ocupação, pois unem eficiência energética, bem-estar e inteligência digital, exatamente os pilares que um locatário corporativo de alto valor procura.
Se o seu edifício opera com um BMS repleto de sensores, mas não exibe as certificações certas, ele perde relevância num mercado onde locatários, bancos e governos já tratam eficiência, saúde e dados como pré-requisitos. No Brasil, os três selos, todos sustentados por métricas que dependem diretamente de automação, concentram a maior parte das exigências formais e do reconhecimento de mercado.
Garantir um edifício saudável, bem estruturado e bem pensado, é uma forma ética e eficaz de atrair e tornar o negócio rentável.
O LEED v4.1 contém pré-requisitos obrigatórios; metas mínimas de eficiência energética, gestão de água e qualidade do ar que todo projeto deve cumprir para sequer entrar na avaliação do U.S. Green Building Council. Atingidos esses fundamentos, existe uma segunda parte onde abre-se o sistema de créditos que permite acumular pontos em nove grandes temas (Energia & Atmosfera, Materiais & Recursos, Qualidade Ambiental Interna, etc.). A pontuação final determina o nível do selo: Certified, Silver, Gold ou Platinum, conferido pela GBCI após auditoria documental e técnica.
O PBE Edifica e o Selo Procel Edifica formam, na prática, um sistema de duas partes para reconhecer a eficiência energética de edifícios no Brasil. A primeira parte é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) emitida pelo PBE Edifica que é um programa criado pelo Inmetro, em parceria com a Eletrobras/Procel.
Quando o projeto ou o edifício em operação atinge Classe A, entra a concessão do Selo Procel Edifica. Esse selo, outorgado pelo próprio Procel (braço de eficiência energética da Eletrobras) funciona como um “distintivo premium” dentro da etiqueta. Ele sinaliza ao mercado que, além de cumprir os critérios regulatórios de Classe A, o empreendimento implementou práticas adicionais de gestão e transparência energética (relatórios anuais de consumo, metas de melhoria contínua, uso de equipamentos certificados, entre outras exigências previstas no regulamento do Selo).
UL Verified Healthy Building Mark
Desenvolvido pela UL Solutions, o UL Verified Healthy Building Mark tornou-se uma referência sobretudo nos Estados Unidos e Europa para proprietários que precisam atestar, de forma objetiva, a salubridade de seus ativos imobiliários. O programa avalia ar, água, higiene, iluminação e acústica por meio de auditoria documental, inspeções presenciais e testes laboratoriais, renovados anualmente, sem hierarquia de níveis onde o espaço recebe ou não o selo “Verified”. Desde sua criação, mais de 250 milhões m² já foram verificados, impulsionados pela crescente demanda ESG em portfólios corporativos norte-americanos e europeus, que usam o selo como evidência rápida de ambientes internos saudáveis.